Notícias
28 de Fevereiro de 2012
Em 2011 o Conselho da União Europeia, nas suas conclusões sobre o papel das "Atividades de Voluntariado no Desporto", na promoção da Cidadania, refere ser o Desporto e, citamos "o maior movimento da sociedade civil".
Já no séc. XIX, com Pierre de Coubertin, encontramos as primeiras reflexões sobre a ética na defesa de um conjunto de princípios e valores que se consubstanciam no "Espírito Olímpico". Em suma, recomendação a ser vivida pelos atletas, sob juramento olímpico e que se traduzem em comportamentos de elevação como a amizade, convívio são, interajuda, respeito mútuo, saber ganhar e saber perder e tão-somente a importância de participar.
Mas Coubertin, sonhava mais. Para ele, o Projeto Olímpico deveria apresentar-se, concomitantemente, como um Projeto Civilizacional, assente num conjunto de valores universais, extensivo e comum a todos os povos.
Na articulação entre o passado e o presente, é preocupação do XIX Governo Constitucional, no que, às políticas públicas para o desporto diz respeito, convidar a sociedade portuguesa em geral, bem como os mais próximos do desporto, em particular, a participar ativamente numa reflexão, a nível nacional, sobre a Ética no Desporto, bem como, o seu transfere para a Cidadania.
Falar de Ética no Desporto é centrarmo-nos em Valores presentes na orientação dos praticantes, parceiros desportivos e movimento associativo.
Jogo e Desporto regem-se por Regras, que por sua vez são enquadradas por Valores. Do atleta espera-se um comportamento irrepreensível no seu projeto de vida. O Atleta Olímpico incorpora o modelo.
O Desporto vive nos nossos dias um desafio de constante diálogo com a Ética, por diversos cenários e palcos e com milhões de espectadores. Muitos destes palcos são de grande exigência, sob interferência de pressões sociais, de mercado e da concorrência, que obrigam á inevitabilidade da "escolha".
A escolha carece de orientação, análise, interpretação e tomada de consciência. A par-e-passo, o desporto e a comunidade desportiva, cruzam-se, no seu quotidiano, com temas recorrentes envolvendo comportamentos e propósitos de antecipação, que se posicionam sobre a dopagem, violência, inclusão do género, da idade e da deficiência, incumprimento das regras e nacionalismos entre outros.Mais recentemente, questões como a transparência e a verdade desportiva, têm sido largamente apontadas na comunicação social, como todos sabemos.
Focando-nos na procura de soluções, o diálogo entre a Ética e o Desporto é o caminho. Uma prioridade programática da Secretaria de Estado do Desporto e da Juventude é o Plano Nacional da Ética para o Desporto, cujo portal www.pned.pt se apresenta. Trata-se de um espaço privilegiado de comunicação e informação sobre PNED, contributo para que um conjunto de valores, seja retomado, compreendido e vivenciado por todos os cidadãos e, muito em especial, pelos os mais jovens.
A missão do PNED, entre 2012 e 2015, será a de levar a todos os portugueses uma "onda de Valores", em sucessivas vagas, propiciando vivenciar, praticar e partilhar no desporto, na escola, na família, no trabalho e na cidadania, Valores de elevação e, citando Pierre de Coubertin, Valores Universais.
Alexandre Mestre
Secretário de Estado do Desporto e da Juventude